Nos próximos seis anos, mais de 30 mil adolescentes não chegarão à fase adulta se não houver mudanças na forma de combater a violência. A informação preocupante faz parte de um estudo inédito realizado pela Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Observatório de Favelas e o Unicef.
O risco de um jovem entre doze e dezoito anos ser assassinado no Brasil aparece, pela primeira vez, no índice de homicídio na adolescência. O levantamento feito em 267 municípios mostra que, a cada grupo de mil adolescentes nessa idade, dois serão vítimas desse crime no país. Muitas cidades ficaram bem acima da média nacional.
As que têm os piores índices são Cariacica, no Espírito Santo, Governador Valadares, em Minas, e Foz do Iguaçu, no Paraná, no topo do ranking com taxa de quase dez homicídios para cada mil adolescentes.
De acordo com os pesquisadores, o estudo se preocupou com adolescentes porque é nessa fase que muitos abandonam a escola e se envolvem com o crime. E mais: dos 19 aos 24 anos, acabam sendo as principais vítimas da violência.
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O relatório também mostra um número alarmante. Até 2012, cerca de 33 mil adolescentes não chegarão aos 19 anos de idade porque terão sido assassinados.Nas comunidades mais pobres, a esperança de impedir a precisão está em projetos sociais que oferecem instrumentos para os jovens se afastaram da violência.
Para a advogada Beth Marinho, assessora jurídica da Secretaria de Assistência Social do Estado de Rondônia, esses dados revelam, o quanto é importante as autoridades investirem em pólíticas públicas para essa faixa etária da população. " É necessário que ações preventivas sejam desenvolvidas desde a infância e não apenas na adolescência com foco na família", observa Beth que também é pedagoga.